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Impacto do trabalho na saúde do funcionário depende das condições do ambiente profissional

Impacto do trabalho na saúde do funcionário depende das condições do ambiente profissional

É cada vez mais comum a preocupação com o impacto que o trabalho pode exercer na saúde do profissional e como prevenir doenças que prejudiquem o desempenho do colaborador, da equipe e, consequentemente, da empresa. Mas, que doenças são essas? Há risco do trabalhador contrair uma doença grave por conta da função que exerce?

Para esclarecer estas e outras dúvidas, ‘O Globo’ conversou com o presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), Dr.Carlos Campos.

Ele acredita que o trabalho pode impactar, e muito, na saúde do profissional, de uma forma positiva ou negativa. Isso dependerá das condições disponibilizadas e da liberdade que esse colaborador terá para exercer a ação como sujeito e não como objeto de um processo.

O médico ressalta que, no que se refere aos distúrbios ocupacionais, está havendo uma inversão: registra-se uma menor incidência de doenças físicas, tais como as tendinites, as neurites, para uma maior prevalência de doenças relacionadas às questões mentais, principalmente a depressão.

O Globo - Qual o impacto do trabalho na saúde do trabalhador?

Carlos Campos - A satisfação no trabalho envolve uma quantidade enorme de variáveis que poderão impactar positiva e negativamente na saúde de quem trabalha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) refere-se à saúde como sendo um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças.

Daí a importância de entender que as relações entre saúde, trabalho e meio ambiente são complexas e se concretizam de maneira particular em cada caso. Nesta dimensão, podemos afirmar que o trabalho poderá impactar, em muito, na saúde do trabalhador.

Dependerá, portanto, das condições de trabalho disponibilizadas, da tolerância às diferenças individuais, da sua autonomia na execução da tarefa, da sua liberdade de agir como sujeito da ação demandada e não como objeto de um processo.

O Globo - Quais as principais queixas e doenças ocupacionais?

Campos - O que determina o estado de saúde das pessoas, independentemente da sua profissão e função exercida, é o seu hábito de vida, que poderá ser saudável ou não; a facilidade ou não de ter acesso aos serviços de saúde para diagnóstico, tratamento e reabilitação; os fatores biológicos relacionados com a hereditariedade, idade, sexo, antropologia e raciais; e, finalmente, o ambiente onde se vive, nele incluído o de trabalho.

De um modo geral, há uma frequência maior de queixas relacionadas ao aparelho ósteomusculoligamentar, por fadiga muscular, cansaço físico, dores em regiões específicas, tensão no trabalho, estresse.

O Globo - Há doenças comuns, independentemente da profissão e função exercida, como hipertensão, LER/DORT, dor de cabeça, nas costas?

Campos - A prevalência maior de doenças e mortalidade em nosso meio ainda são as cardiovasculares, o diabetes, a obesidade, o infarto agudo do miocárdio, os acidentes vasculares cerebrais. Do ponto de vista de doenças ocupacionais, está havendo uma inversão das doenças físicas, tais como as tendinites, as neurites, para uma maior prevalência de doenças relacionadas às questões mentais, principalmente com a depressão.

Atualmente cerca de 30% a 40% da população economicamente ativa sofre de um transtorno mental com o burnout - síndrome do esgotamento físico ligado ao trabalho.

Segundo dados da OIT, a depressão será a doença mais comum do mundo em 2030 e a que mais gerará custos. Cerca de 70% das pessoas economicamente ativas possuem algum tipo de sequela, como doenças crônicas, depressão, obesidade e LER/DORT.

O Globo - Que orientações daria para evitar estes problemas?

Campos - Há que se praticar uma cultura de prevenção de riscos no trabalho adaptados à empresa, elaborar e implementar uma política que realmente assegure a prevenção, a proteção e a promoção da segurança e saúde dos seus trabalhadores, o que facilitaria a erradicação dos riscos, principalmente, dos perigos de acidentes e doenças no trabalho.

O Globo - No caso de doenças mais graves, como o profissional deve agir? Como proceder se o problema exigir um longo período de afastamento do funcionário?

Campos - Em principio, o médico do trabalho deve agir na fase que denominamos de pré-patogênese, o primeiro período da história natural da doença. A empresa como um todo, nele incluído o setor de RH, deve ser comunicada pelo médico do trabalho de todos os aspectos relacionados a possibilidades de doenças relacionadas ao ambiente corporativo e a medidas de prevenção.

Com a doença instalada, o médico deverá indicar quais os caminhos deverão ser percorridos para o diagnóstico final e tratamento e, finalmente, que medidas serão necessárias para a reabilitação e a reinserção do trabalhador que sofreu a doença.

No caso dos afastamentos prolongados, entendo que seja uma boa conduta o acompanhamento do trabalhador em quaisquer fases de sua recuperação.

Fonte: O Globo / Redação Benefício Saúde.com

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